Edition 67
Reverse Logistics and Reverse Transports - The dynamics is the challenge
by Cassio Dos Santos Peixoto, Lawyer - Business Consultant Professor of Law and Environmen, Terra

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The Brazilian experience, with few exceptions, as the new National Solid Waste is still in its infancy, because the legislation is very new and still be dependent on plans at all levels of government.

However, some issues have been very attractive, creating great opportunities within the waste policy. Some of them are drawing attention in the corporate world. One of the most relevant, Reverse Logistics, established by the National Policy, it is an instrument brought by the Law no. 12.305/2010, defined in Article 3, XII as “an instrument of economic and social development characterized by a set of actions, procedures and means to facilitate the collection and recovery of waste in industry, for reuse in the cycle or other production cycles, or other environmentally sound disposal.

Although not an unknown instrument, the logistics system of return, gets a nice dress extremely relevant in the current scenario in the economic and environmental bias. Used originally to collect or replace damaged products, many experiments can be used. Although the standard identifies certain waste for immediate implementation, the implementation deserves a technical construction and professional, concerned with the results.
Importantly, the product life cycle does not end with the disposal post-consumer use. Reuse, reuse and recycling have been receiving the attention of big business for some years.

To better understand this discussion, the Reverse Logistics can be seen only as a way contrary logistics “common” as we know it as well, we can see it on this new and necessary clothing. In some places they are very similar because the same mechanisms are used, such as retention and storage, inventory control, computerized information system and monitoring, adequate transportation and others. However, not everything is similar. The differences are well defined, reverse logistics needs an own format which influence the reverse transport.

In the common logistics information systems, production and shipping, can be integrated or connected in reverse this interconnection is complex, requires a vision of their own, prior segregation “possible” material. Flows, too, are very different, in most cases, you can not use the unit system of counting, using, in this case, the metric system or weighing. The controls are more difficult and there is a need for a specialized network for the collection and storage.



Reality shows that, as the products are to be disposed of with greater speed, they become waste, largely because of the economic improvement of certain groups of Brazilian society, as the rise of class “D” and “E”. Still, it is striking decrease in the economic life cycle of products, making consumers more eager for modern items.

With this increase represents the reverse transport system should follow this course, integrate the system of reverse logistics business properly, as well as the collection systems and storage expertise to the task. Another consideration relevant logistics or post-post-consumer use is the establishment of collection points and storage, called reverse distribution points. These points need to be created through careful selection, the reverse process of the actors should be engaged in the project, noting that the responsibility of the company will always be charged. Thus, every care must be taken by enterprises, especially in regard to legal and licensing. This moment involves a series of procedures aimed at protecting the interests of the undertaking as to compliance.

To achieve the desired success in these measures, a plan should be consumer awareness building. Without economic motivation or environmental responsibility, the commitment will be difficult to deliver to final consumers, where indicated.

The great engine of all this reverse engineering is not restricted to legal coercion. The economic and earnings may be fairly representative and this has been the target of investment. For this reason also, the shield law and legal compliance can be the differentiator for enterprises to protect the risks and possible financial losses. To the extent that new technologies are discovered, methods and corporate security, profitability increases.

However, there is much to be invested in training, technology and trade, especially in the transport sector needs to realize that reverse the flow of reverse logistics is something that needs to be well structured since its operation will be very different.



A experiência brasileira, salvo raras exceções, quanto à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos ainda é incipiente, em virtude da legislação ser muito nova e, ainda, ser dependente de planos em todas as esferas de Governo.

Contudo, alguns temas tem se mostrado muito atraentes, criando ótimas oportunidades dentro da política de resíduos. Alguns deles estão chamando à atenção no mundo corporativo. Um dos mais relevantes, a Logística Reversa, instituída pela Política Nacional, trata-se de um instrumento trazido pela Lei nº. 12.305/2010, definida em seu artigo 3º, XII, como: “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos do setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Mesmo não sendo um instrumento desconhecido, o sistema logístico de retorno, ganha uma roupagem legal extremamente relevante no cenário atual sob o viés econômico e ambiental. Usado primitivamente para coleta de produtos danificados ou em substituição, muitas experiências poderão ser aproveitadas. Embora a norma identifique alguns resíduos para aplicação imediata, a implementação merece uma construção técnica e profissional, preocupada com os resultados.

Importante ressaltar que o ciclo de vida dos produtos não termina com o descarte pós-uso pelo consumidor. Reuso, reaproveitamento e reciclagem vêm recebendo a atenção de grandes empresas já há alguns anos.
Para o melhor entendimento desta discussão, a Logística Reversa, pode ser vista, apenas, como uma forma contrária da logística “comum” como a conhecemos como também, podemos vê-la sobre esta nova e necessária roupagem. Em alguns pontos elas são muito parecidas pois, se utilizam dos mesmos mecanismos, como: retenção e armazenagem, controle de estoques, sistema informatizado de informações e acompanhamento, transporte adequado dentre outros. Entretanto, nem tudo é semelhante. As diferenças são muito bem definidas, a logística reversa necessita de uma formatação própria o que influenciará no transporte reverso.

Na logística comum os sistemas informatizados de produção e expedição, podem ser integrados ou interligados, na reversa esta interligação é complexa, necessita de uma visão própria, segregação prévia “possível” dos materiais. Os fluxos, também, são muito diferenciados, na maioria das vezes, não se consegue utilizar o sistema de contagem por unidade, utilizando, neste caso, o sistema métrico ou de pesagem. Os controles são mais difíceis e há a necessidade de uma rede especializada para coleta e armazenamento.

A realidade demonstra que, à medida que os produtos passam a ser descartados com maior velocidade, transformam-se em resíduos, muito em função da melhoria econômica de determinados grupos da sociedade brasileira, como a ascensão das classes “D” e “E”. Ainda, torna-se flagrante a diminuição do ciclo de vida econômica dos produtos, transformando o consumidor ávido por itens mais modernos.



Com este aumento representativo, o sistema de transporte reverso deve acompanhar esta evolução, se integrar ao sistema de logística reversa empresarial adequadamente, como também, os sistemas de coleta e armazenagem especializados à tarefa.

Outra consideração de relevo da logística pós-uso ou pós-consumo é a constituição de pontos de coleta e armazenamento, chamados de pontos de distribuição reversa. Estes pontos precisam ser criados através de escolha criteriosa, os atores dos processos reversos deverão estar engajados no projeto, lembrando que a responsabilidade sempre será cobrada da empresa. Desta forma, todo cuidado precisa ser tomado pelos empreendimentos, principalmente quanto aos aspectos legais e de licenciamento. Este momento implica em uma série de procedimentos que vise resguardar os interesses do empreendimento quanto ao cumprimento das normas.

Para alcançar o êxito desejado nestas medidas, um plano de sensibilização do consumidor deverá ser montando. Sem motivação econômica ou de responsabilidade ambiental, será difícil o comprometimento do consumidor final quanto à entrega, nos locais indicados.

O grande motor de toda esta engenharia reversa não se restringe a coerção legal. Os aspectos econômicos e os ganhos podem ser bastante representativos e por isto vem sendo alvo de investimentos. Por isto ainda, a blindagem jurídica e a conformidade legal pode ser o diferencial para resguardar os empreendimentos de riscos e eventuais prejuízos financeiros. Na medida em que são descobertas novas tecnologias, métodos e com segurança corporativa, a rentabilidade aumenta.

Entretanto, há muito a ser investido em treinamento, tecnologia e negociação, principalmente no setor de transporte reverso que precisa perceber que o fluxo da logística reversa é algo que precisará ser bem estruturado já que sua operação será bem distinta.

RLM
Cassio dos Santos Peixoto
cpeixoto.bms @ terra.com.br
Lawyer - Business Consultant Professor of Law and Environmental Law, Graduate School of Environmental Management, Post-Graduate in Business Law, Post-Graduate in Environmental Law, Post-Graduate in Environmental Management

Cássio dos Santos Peixoto
cpeixoto.bms@terra.com.br
Advogado – Consultor de Empresas . Professor de Legislação e Direito Ambiental da Pós-Graduação em Gestão Ambiental da Faculdade SENAC MG., Pós-Graduado em Direito Empresarial, Pós-Graduado em Direito Ambiental, Pós-Graduado em Gestão Ambiental

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